Sonorização de tensão constante 70V (também chamada 70,7V ou simplesmente "linha 70V") é o padrão técnico mais usado no Brasil pra distribuir áudio em shoppings, hospitais, escolas, igrejas, indústrias e edifícios comerciais. Em vez de calcular impedância caixa por caixa como em sistemas ôhmicos 4/8 Ω, o instalador soma simplesmente os taps em watts de cada caixa e escolhe o amplificador com folga. Esse glossário define os 20 termos mais usados no dia a dia de projetos 70V.
Os termos seguem a terminologia das normas ABNT NBR 17240 (alarme de incêndio por voz), IEC 60849 (sonorização de emergência) e IEC 60268-3 (medição de potência de amplificadores) — referências obrigatórias em projetos críticos. Use o índice abaixo pra navegar direto, ou abra a calculadora de sistema 70V pra aplicar os conceitos em um projeto real.
Tap Componente
Ponto de derivação no transformador de linha (STL) que define a potência em watts entregue à caixa acústica. Cada caixa pode ser ajustada para taps comuns de 5W, 10W, 15W, 20W, 30W, 50W ou 100W sem alterar o resto do sistema — basta trocar o conector ou jumper interno do trafo. O tap escolhido determina simultaneamente a contribuição da caixa para a carga total do amplificador e o SPL local.
Impedância primária Engenharia
Impedância vista pelo amplificador 70V no enrolamento primário do trafo de linha. Calculada como tensão ao quadrado dividida pelo tap em watts — fórmula Z = V² / P. Para um sistema 70V, caixa em tap 10W apresenta 490 Ω; em tap 20W apresenta 245 Ω. Somar caixas em paralelo equivale a somar potências dos taps — daí a simplicidade da linha 70V comparada à ôhmica.
Impedância secundária Engenharia
Impedância nominal do alto-falante (tipicamente 4 ou 8 Ω) conectado ao enrolamento secundário do trafo de linha. O trafo casa essa impedância baixa com a impedância alta da linha de tensão constante 70V — daí o termo "casador". A relação de transformação determina o tap disponível na caixa.
Tensão constante 70V (70,7V RMS) Padrão
Padrão norte-americano e brasileiro de sonorização distribuída onde a linha de transmissão opera em 70,7 V RMS na potência máxima. Permite somar dezenas de caixas em paralelo sem cálculo de impedância, simplificando expansão e manutenção. A IBS produz amplificadores 70V em duas linhas: PA 2150 (classe AB) e PWM 200/400/1250 (classe D).
Tensão constante 100V Padrão
Padrão europeu de sonorização distribuída em 100 V RMS. Permite tiradas de cabo ainda maiores que 70V com a mesma bitola, ao custo de exigir trafos com isolação galvânica mínima de 4 kV. IBS produz amplificadores compatíveis com ambos os padrões — a chave do modo é selecionada via jumper interno ou conector dedicado.
Trafo de linha (de tronco vs de linha) Componente
Transformador que converte sinal entre tensão constante (70/100V) e impedância baixa (4/8 Ω). O trafo de tronco fica na saída do amplificador convertendo baixa impedância em alta tensão; o trafo de linha fica em cada caixa derivando do tronco e convertendo de volta. Em amplificadores classe D PWM IBS, o trafo de tronco é dispensado — a saída já é nativa 70/100V.
Trafo casador Componente
Sinônimo regional para trafo de linha — transformador que casa a impedância da linha 70V/100V com a impedância nominal do alto-falante. Termo comum em catálogos brasileiros antigos e instaladores tradicionais. Tecnicamente idêntico ao trafo de linha, com nomenclatura herdada de telecomunicações.
Núcleo toroidal Componente
Tipo de núcleo magnético em formato de rosca usado em trafos de linha de alta qualidade. Oferece menor fluxo de fuga, menor distorção em baixas frequências e melhor resposta em transientes que núcleos EI laminados tradicionais. Encontrado em produtos IBS de gama superior.
Isolação primário/secundário (kV) Engenharia
Tensão de teste dielétrico entre o enrolamento primário (lado da linha 70V/100V) e o secundário (lado do alto-falante) de um trafo de linha. Normas IEC 60065 exigem 1,5 kV mínimo para 70V e 4 kV para 100V — fator de segurança crítico em EVAC. Trafos IBS atendem ambos os padrões com margem.
Sonorização distribuída Conceito
Arquitetura de áudio onde dezenas ou centenas de caixas de baixa potência são distribuídas uniformemente em vez de poucas caixas potentes localizadas. Padrão para BGM em shoppings, hospitais, igrejas e indústrias. Linha 70V é o backbone padrão dessa arquitetura, justamente porque permite somar caixas sem cálculo de impedância.
Paging Aplicação
Função de chamada por voz roteada a uma ou várias zonas do sistema de som — desde "cliente compareça ao caixa" em supermercado até "código azul" em hospital. Exige preâmpli com prioridade automática (mute do BGM) e controlador de zonas. Em sistemas EVAC, paging é a base do alarme por voz.
EVAC (Voice Alarm) Aplicação
Emergency Voice Alarm Communication — sistema de alarme de incêndio por voz que substitui sirenes tradicionais por mensagens pré-gravadas e instruções ao vivo. Obrigatório em edifícios sob NBR 17240 quando o cálculo de evacuação exige inteligibilidade. Aumenta velocidade de evacuação em 30 a 60 por cento comparado a sirenes.
NBR 17240 Norma BR
Norma técnica brasileira (ABNT) que define sistemas de detecção e alarme de incêndio com aviso por voz. Estabelece requisitos de inteligibilidade STI ≥ 0.45, autonomia de bateria mínima de 60 minutos e supervisão de linhas. Obriga uso de equipamentos certificados. Referência obrigatória em hospitais, escolas, edifícios comerciais.
IEC 60849 Norma INT
Norma internacional sobre sistemas de sonorização de emergência. Define níveis de SPL mínimo, redundância de amplificadores, supervisão de linhas de caixas e testes de bateria. Base internacional da maioria das normas locais (NBR 17240 no Brasil, BS 5839 no Reino Unido, EN 54-16 na Europa).
IEC 60268-3 Norma INT
Norma internacional que define método de medição de potência de amplificadores de áudio. Diferencia potência RMS (contínua), potência de programa e potência de pico, evitando exageros comerciais. IBS publica todas as potências dos amplificadores segundo IEC 60268-3 — números reais, comparáveis com qualquer concorrente.
ANSI/EIA RS-150-A Norma INT
Padrão norte-americano que define a tensão de 70,7 V RMS como referência para sistemas de sonorização distribuída. Origem histórica do termo "sistema 70V" usado mundialmente. Equivalente europeu opera em 100 V RMS. A maioria dos amplificadores 70V no mercado brasileiro segue essa referência.
Linha de transmissão de áudio Engenharia
Cabo bifilar (tipicamente 1.5 ou 2.5 mm²) que conduz o sinal de áudio em tensão constante do amplificador às caixas. Em 70V/100V não exige cabo blindado em distâncias até 300 metros — vantagem decisiva sobre sistemas ôhmicos 4/8 Ω, onde a perda em cabo de 50 m já é significativa.
Setorização (multi-zona) Aplicação
Divisão do sistema de som em zonas independentes (ex: térreo, mezanino, sanitários, depósito) com volume e fonte controlados individualmente. Pré-requisito para paging seletivo e EVAC. Implementada via amplificadores multicanal ou pré-amplificadores zoneados — IBS atende ambos os formatos.
Classe D PWM Topologia
Topologia de amplificador que modula o sinal em pulsos de largura variável (PWM) e amplifica em chave, atingindo 85 a 95 por cento de eficiência. IBS adota classe D PWM na linha PWM 200 / PWM 400 / PWM 1250 pra sonorização distribuída de alta potência sem dissipador térmico massivo.
Classe AB Topologia
Topologia de amplificador analógico tradicional onde os transistores conduzem por mais de meio ciclo do sinal, oferecendo baixa distorção (<0,1 por cento THD) ao custo de eficiência de 50 a 60 por cento. IBS adota classe AB no PA 2150 pra projetos audiófilos que exigem timbre quente e ausência de ruído de chaveamento.
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